Cheque especial: 7 dicas para não se endividar!

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O cheque especial pode ser o grande inimigo de muita gente. Aquele dinheiro disponível, frequentemente, causa a impressão errada de que pertence ao correntista. Se está na sua conta, fica mais fácil ceder à tentação de usá-lo, certo?

É isso mesmo. E, depois de fazer o primeiro saque, o que acontece é cobrir e voltar a usar o recurso. Pelo menos é o que quase 50% dos usuários desse crédito fazem todo mês!
Mas esse é um ciclo perigoso e que pode, logo logo, se tornar um problema para suas finanças! Para ajudar, elencamos 7 dicas que evitam que você seja sugado pela areia movediça do cheque especial. Confira!

1. Entenda como o cheque especial funciona
Já ouviu aquele ditado: “Se não pode vencê-lo, junte-se a ele”? Para não ser pego pelo monstro do cheque especial, conheça seus detalhes. Pegue o contrato fornecido pelo banco na abertura da conta (se você não o tiver, procure no site ou peça na agência) e veja as condições desse crédito.

De modo geral, você paga o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e os juros, proporcionalmente ao valor utilizado.

O desconto dos juros
Se, por exemplo, a taxa praticada pelo banco é de 12% ao mês — costuma ser bem alta mesmo — e você utilizar R$ 1.000,00 durante todo o período, vai pagar R$ 120,00 a mais.
Há um dia específico para cobrança na conta. Ou seja, nessa data, os juros vão ser debitados da conta e aumentarão sua dívida. Tem mais: se você não tiver saldo suficiente, pode ser cobrada uma taxa chamada excesso sobre Limite.

A cobrança do IOF
Já o IOF tem uma alíquota fixa de 0,38%, que não varia entre os bancos. Ela é cobrada sobre cada valor sacado do limite. Além disso, há uma cobrança extra de 0,0082% a cada dia que o crédito ficar descoberto.

Na prática, se você sacar aqueles R$ 1.000,00 durante o mês todo, vai ter que pagar R$ 3,80 mais R$ 0,08 centavos por cada um dos 30 dias do mês. O desconto só é lançado na conta no primeiro dia útil depois do fechamento desse período.

Os dias sem juros
Alguns bancos oferecem a possibilidade de o cliente usar o crédito durante um número máximo de dias sem cobrança de juros. Nesse caso, faça um controle bem preciso do tempo utilizado para não correr o risco de deixar passar o prazo máximo, porque nesse caso os juros incidem sobre todo o período.

2. Tenha consciência dos riscos
Portanto, conhecendo o cheque especial, você precisa estar consciente dos riscos de utilizá-lo inadequadamente. Entre eles, estão:

• endividar-se a ponto de prejudicar suas contas;
• pagar valores muito alto de juros;
• incorrer em excesso sobre limite e pagar tarifas caras a título de multa;
• perder seu crédito junto ao banco;
• negativar seu nome nos órgãos de proteção ao crédito.

Imagine a seguinte situação: você recebe um salário de R$ 2.000,00 na conta bancária e tem um limite de cheque especial de R$ 1.200,00. Achando que pode utilizar esse crédito para pagar quando quiser, você faz compras com ele e gasta todo seu dinheiro e mais o limite.

No mês seguinte, quando seu salário entra, automaticamente são descontados:

• R$ 1.200,00 do crédito;
• os juros e o IOF devidos;
• outras taxas bancárias.

Assim, você terá menos de R$ 800,00 (seus de verdade) para pagar suas contas do mês. O que vai acontecer é, de novo, recorrer ao limite. E isso se repetirá mês a mês até que você não reverta a situação.

Caso você tenha algum problema de relacionamento com o banco, ele pode extinguir seu crédito de repente. Isso significa que, da noite para o dia, você não terá o dinheiro ou o crédito. Esse é um risco enorme! Portanto, esteja ciente disso a cada vez que usar o cheque especial.

3. Organize suas finanças
Para não cair na armadilha desse crédito, mantenha suas contas organizadas. Limite seus gastos e foque no que é necessário, abrindo mão de gastos supérfluos. Não ceda ao desejo de comprar aquele par de sapatos da vitrine nem tome decisões por impulso, por exemplo. Assim, você não vai precisar contar com o cheque especial como um socorro frente a uma situação de urgência.

4. Faça seu planejamento mensal
Se você pegar o caderninho e planejar o mês seguinte, pode prever quanto gastará com seus compromissos, qual o valor disponível para gastos extras e que parcela você quer guardar. Assim, a visão das contas fica mais fácil, e você ficará mais consciente sobre sua real situação financeira.

5. Priorize o pagamento de compromissos
Ao receber seu salário, a primeira coisa que deve ser feita é o pagamento das contas. Quite todos os seus compromissos financeiros, incluindo:

• contas de casa (água, luz, telefone, aluguel e outras);
• parcelas de empréstimos, crediários e financiamentos;
• fatura do cartão de crédito;
• parcelas de planos de previdência privada e seguros;
• mensalidades de cursos, faculdade etc.

Assim, quando restar um saldinho final (mesmo se ele for bem pequeno), será seu e você pode orientar seus gastos mensais de acordo com ele.

6. Crie uma reserva exclusiva para emergências
Sempre que possível, coloque como objetivo reservar uma parte do seu dinheiro para formar uma reserva. O ideal é que ela corresponda a algo entre três e seis meses de salário. Assim, frente a um imprevisto, uma emergência ou até à perda do seu emprego, você tem um período de calmaria para ponderar sobre o que fazer.

Isso evita que você corra desesperadamente para o caixa do banco e saque o dinheiro do seu cheque especial se precisar pagar uma internação hospitalar, um conserto do carro ou o reparo de uma janela quebrada, por exemplo.

7. Cubra o limite do cheque especial rapidamente
Se você precisar cobrir um valor que está previsto para ser debitado da sua conta dois dias antes do seu pagamento, tudo bem! Não é nenhum crime ou pecado: pode dormir em paz. Essa é a exata função do cheque especial e seria ótimo se as pessoas fossem orientadas a esse respeito.

O cheque especial funciona superbem durante pequenos períodos. Sua função é dar um socorro curto, e nunca ser usado como empréstimo. Dessa forma, os juros são baixos, e você não vai sofrer nenhum prejuízo nem se endividar.

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