Como uma reforma na previdência pode afetar o futuro dos jovens?

DESTAQUES Previdência Privada

Para os mais jovens, a aposentadoria pode parecer uma realidade distante. No entanto, a juventude é um dos segmentos sociais mais suscetíveis às novas diretrizes da Previdência.

O governo de Michel Temer (PMDB) calcula que será possível poupar R$ 740 bilhões em uma década com as proposições da PEC 287. Com freios e cortes, a Reforma da Previdência pode comprometer o futuro dos trabalhadores. Mas como ela afetaria o futuro dos jovens, caso fosse aprovada? A gente te explica!

COMO FUNCIONA HOJE?
Para obter a aposentadoria, o trabalhador precisa se enquadrar no sistema de pontos atualizado no ano de 2015. Funciona assim: o sistema de pontos determina que os homens tenham 35 anos de contribuição com o INSS + 60 anos de idade, gerando um total de 95 pontos.

As mulheres precisam acumular 85 pontos, sendo 55 da idade e outros 30 de contribuição.
Também é possível a aposentadoria por idade. Os homens podem solicitá-la a partir dos 65, e as mulheres se tornam aptas aos 60 anos. A exigência é que tenham contribuído por pelo menos 180 meses.

COMO FICA APÓS A REFORMA DA PREVIDÊNCIA?
Nas novas resoluções que vieram a público pelo governo Temer, a idade mínima para se aposentar é igualada entre homens e mulheres: 65 anos. O tempo mínimo de contribuição também aumenta, passando dos 15 para os 25 anos em exercício.

Os trabalhadores rurais não ficam de fora da Reforma. Hoje, as mulheres nessa condição se aposentam aos 55, e os homens, com 65, tendo 15 anos comprovados de contribuição.
Pelas diretrizes que ameaçam entrar em vigor, o recolhimento deverá ser de 25 anos também para os trabalhadores rurais, e a idade mínima para solicitar a aposentadoria também é acrescida, tornando-se 65 anos.

COMO A REFORMA AFETA OS JOVENS?
Quem está hoje na flor da idade precisa ter em mente que a Reforma da Previdência exige 25 anos de contribuição para que seja possível a aposentadoria aos 65 anos. No entanto, a forte recessão financeira que se abateu sobre o país diminui a oferta de empregos, dificultando a inserção de novos rostos no mercado de trabalho e, portanto, o início do recolhimento.

Se hoje o brasileiro costuma se aposentar aos 58 anos, contando com o benefício integral, as novas regras definem um aumento significativo na idade mínima. Isso significa mais tempo em atividade para aqueles que estão iniciando sua carreira profissional.

Os jovens perdem o direito de se aposentar por tempo de contribuição, e o benefício integral só pode ser conseguido caso seja comprovado o pagamento do INSS por, no mínimo, 49 anos. Ou seja, as chances de que os jovens trabalhadores cheguem à aposentadoria recebendo valores irrisórios é grande.

No caso da pensão por morte, que até agora é recebida integralmente, a captação do beneficiário passa para os 60%. O jovem ainda perde, segundo a proposta do governo Temer, a vantagem de acumular benefícios. Como assim? Se é possível receber sua aposentadoria mais uma pensão por morte, a Reforma proíbe a junção dos dois benefícios, e o jovem passará a receber apenas um deles.

EM VISÃO PANORÂMICA
Observadas as determinações da Reforma, o que se pode concluir é que os jovens terão de trabalhar por muito mais anos do que se estivessem ainda inseridos no modelo anterior de aposentadoria, o chamado sistema de pontos.

Para não passar aperto quando chegar a hora de interromper as atividades profissionais, o jovem trabalhador não deve depositar suas esperanças na Previdência Social. Para contornar as desvantagens do novo Plano de Previdência, o ideal é aprender, desde já, a fazer um planejamento financeiro.

Diante das reduções propostos pela PEC 287, a previdência privada torna-se uma opção mais do que interessante, passando a ser necessária caso o jovem planeje viver sua aposentadoria com mais tranquilidade — visto que o tempo mínimo em atividade para recolher seu benefício integral passa a ser de exorbitantes 49 anos com a Reforma da Previdência.

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