Educação financeira para crianças: ensine o valor do dinheiro

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Dar educação financeira para crianças é uma forma de evitar que elas se tornem adultos descontrolados. Você frequentemente vê pessoas com muita dificuldade para organizar seu orçamento e manter a linha no uso do cartão de crédito, certo? Isso é sinal de que elas não foram preparadas desde a infância para lidar com o dinheiro.

É importante começar cedo, ensinando as crianças como lidar com dinheiro, de forma diferente, em cada etapa do seu crescimento. Quer saber como fazer isso? Acompanhe este post:

ATÉ OS CINCO ANOS: COMECE A EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA CRIANÇAS
Quando a criança ainda é bem pequena e não sabe diferenciar as cédulas e moedas, você já pode ajudá-la a criar o hábito de poupar. Providencie um cofrinho — pode ser uma latinha, uma caixinha ou algo parecido — e dê a ela moedinhas para guardar.

Isso vai ensinar o pequeno que é bom economizar dinheiro. Você pode deixar para abrir o cofrinho e usar o valor em uma data especial (como aniversário ou natal).

DE SEIS A DEZ ANOS: ORIENTE SEU FILHO A POUPAR COM OBJETIVOS
A criança já sabe contar e reconhece as diferentes cédulas e moedas? Chegou a hora de dar uma pequena mesada a ela. Um valor simbólico, que deve ser dividido por objetivo.

Separe três cofrinhos:
• 50% para metas de longo prazo, como comprar uma bicicleta ou um videogame;
• 30% para objetivos de médio prazo, como um jogo novo, um livro ou uma boneca;
• 20% para o dia a dia, deixando que ela escolha quando e como gastar esse dinheiro.

A mensagem a ser transmitida é que a maior parte do dinheiro deve ser poupada e que comprar bobagens é um hábito que precisa sempre ficar em último lugar.

DE ONZE A CATORZE ANOS: MOSTRE A RELAÇÃO ENTRE CAUSA E CONSEQUÊNCIA
Nessa fase, seu filho vai começar a fazer pedidos mais “caros”. Ele quer viajar com a turma do colégio e ir ao shopping de vez em quando.  Então, ele precisa entender o que é prioridade e aprender a fazer escolhas.

Essa é uma boa hora de levá-lo a um banco e abrir uma poupança com aqueles 50% da mesada que ele vem guardando. Se ele tiver seu próprio cartão e documentos, vai se sentir responsável e levar a questão ainda mais a sério.

Também chegou a hora de dar responsabilidades a ele. Por exemplo: se estragar um sapato, quebrar um vidro de perfume ou fizer qualquer coisa que implique gastos extras, dê a ele a responsabilidade de corrigir o problema.

Se, por exemplo, você simplesmente comprar um material escolar  que ele estragou, vai prejudicar seu próprio orçamento, e a criança vai sair ilesa. É importante passar a mensagem de causa e consequência.

Faça com que seu filho pague o prejuízo, usando sua poupança de médio prazo (aquela formada pelos 30%). Mesmo que ele se chateie, pode ter certeza que aprenderá a ter cuidado com suas coisas!

ACIMA DE 15 ANOS: PREPARE O ADOLESCENTE PARA RESISTIR ÀS TENTAÇÕES
Nessa fase, seu filho está querendo namorar, sair com amigos, brincar o carnaval e fazer várias coisas que custam caro. É uma fase difícil, e você precisa ajudá-lo a manter o foco. Em vez de aumentar sua poupança, dê a ele um cartão de crédito de dependente, com limite reduzido.

Essa nova fase vai ensiná-lo a administrar suas responsabilidades, pois ele é que deve pagar pelos seus gastos no cartão. Assim, vai aprender, errando: ele vai ceder à tentação de gastar (é tão fácil fazer isso com cartão de crédito, não é mesmo?) e depois vai sentir o peso das suas escolhas.

Essa é uma boa fase para apresentar a ele opções de investimento melhores que a poupança. Ajude-o a estabelecer metas para o futuro, como carro, faculdade etc. Já que não vai ser preciso mexer no dinheiro por muito tempo, é uma boa oportunidade de escolher um investimento de longo prazo, mostrando a ele a diferença de ganho para a poupança.

Todo esse processo garante a educação financeira para crianças. Deixe que elas errem e aprendam com as consequências. Não proteja seus filhos demais, para que não sejam adultos irresponsáveis.

Aproveite a sua visita e continue a leitura, descubra como viajar com as crianças sem estourar o orçamento!