Em que casos vale a pena investir em previdência privada?

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Você já se perguntou se vale a pena investir em previdência privada? A resposta para essa pergunta é simples: sim, o investimento pode ser muito vantajoso. No entanto, é preciso analisar a sua situação, estabelecer prioridades e entender se esse recurso é o melhor para o seu perfil.

Existem alguns casos em que investimento se torna irresistível por conta dos benefícios apresentados. Detalharemos, a seguir, cada um deles. Mas primeiro, explicaremos o que é a previdência privada, os tipos de planos oferecidos ao cliente e as taxas que incidem sobre essa aplicação.

Esperamos que este conteúdo seja esclarecedor e ajude você a tomar uma decisão efetiva, trazendo mais tranquilidade e segurança para o seu futuro. Acompanhe!

O QUE É A PREVIDÊNCIA PRIVADA?
É um plano de aposentadoria particular, o qual complementa a aposentadoria ligada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como sabemos, o teto do benefício pago aos assalariados após o período em que trabalharam é de R$ 5.579,06. Essa quantia pode representar uma queda em seu padrão de vida caso não tenha apostado em um plano B.

Nesse contexto, a previdência privada surge para trazer mais segurança e tranquilidade em um momento que deve ser de descanso e não de preocupações. O melhor de tudo é que os planos e as condições são personalizados de acordo com as necessidades do contratante, o que inclui os valores e a periodicidade do investimento — mensal, semestral, anual, por exemplo.

A lógica de cálculo envolve descobrir quanto é preciso poupar para que você tenha a renda desejada durante um número de anos da aposentadoria. A projeção de taxas e juros e a expectativa de vida dos brasileiros conferem mais precisão aos resultados.
Outra diferença entre os dois tipos de aposentadoria é que a previdência privada permite o resgate do valor caso você desista do plano.

Tipos de previdência privada
São dois modelos disponíveis para escolha na hora da contratação de um plano de previdência privada: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

A distinção entre eles é que o PGBL é voltado para pessoas que contam com uma remuneração mais alta. Nesse caso, o valor das aplicações em previdência, até 12% da sua renda tributável, é abatido na declaração completa do Imposto de Renda (IR) ou, desde que atenda a determinadas condições, no ato do saque — falaremos sobre elas adiante.

O VGLB, por outro lado, é indicado para profissionais liberais e pessoas que fazem declaração simples do IR. Como não há deduções anuais, é necessário, no momento do saque, pagar um imposto sobre os juros que o investimento rendeu.

Taxas
Para que você entenda um pouco melhor as taxas que incidirão sobre o valor investido na hora do saque, fizemos um resumo das duas tabelas que orientam as deduções:

• progressiva: recomendada para quem quer fazer o saque de forma parcelada. Quantias de até R$ 1.903,98 são isentas do IR. Contudo, a taxa pode chegar até 27,5% em valores maiores que R$ 4.664,68.
• regressiva: nesse caso, quanto maior o tempo do investimento, menor será a alíquota do IR sobre ele. Até dois anos, a taxa é de 35%. Ela reduz 5% por biênio, estabilizando-se em 10%.

EM QUE CASOS VALE A PENA INVESTIR?
Confira, a seguir, as situações mais vantajosas para o investimento.

Quando há contribuição da empresa em que você trabalha
Algumas organizações oferecem aos seus funcionários um plano de previdência privada fechado, ou seja, ele é exclusivo e acontece por meio da parceria com uma instituição especializada no assunto.

As condições podem ser diversas, variando de acordo com o perfil de cada empresa. Há aquelas que optam por investir o dobro da aplicação que você faz. Nesse caso, se o seu investimento for de R$ 250 mensais, o total guardado será de R$ 500. Vantajoso, não?

Certifique-se de todas as condições e descubra se há um valor limite (teto) que o seu empregador pode contribuir. Também atente para os critérios de resgate do valor investido. Em alguns casos, é necessário continuar trabalhando pela mesma empresa até a aposentadoria.

O importante é aproveitar o benefício sem que ele lhe coloque em uma situação desconfortável. Entenda cada cláusula e, depois, avalie se a proposta condiz com o seu perfil. Vale, inclusive, procurar pessoas que entendam sobre o tema e pedir um aconselhamento.

Quando há o desejo de transmitir herança
A previdência privada pode ser o recurso ideal para auxiliar no planejamento daqueles que estão poupando para futuros herdeiros. Isso porque, após o óbito, o valor investido não passa por inventário e, consequentemente, não é taxado pelo Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

Essa taxa gira em torno de 4% do patrimônio acumulado e é indispensável para que os herdeiros possam usufruir o que lhes é de direito. Portanto, a reserva acumulada pela previdência pode, inclusive, servir para quitar esse valor.

O recurso ainda permite que você possa beneficiar alguém que não é seu beneficiário direto, mas a quem você tem o desejo de deixar algo.

Quando você contribui com até 12% da renda e faz a declaração completa do IR
Essa situação aplica-se, principalmente, aos que optaram pela previdência do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e investem até 12% da renda. A vantagem aqui é um benefício fiscal que implica no diferimento de parte do imposto de renda.

Em outras palavras, é possível adiar parte das taxas cobradas para quando você sacar a previdência privada, ou seja, na aposentadoria. Com tantas despesas e prioridades comuns à juventude e à meia-idade, diminuir o valor pago em impostos parece uma boa ideia, não é mesmo?

Quando você é autônomo
Se você é autônomo — e não conta com os benefícios disponibilizados pelo INSS —, é imprescindível ter uma maior preocupação com o futuro. A possibilidade de não ter nenhuma renda quando chegar o momento de encerrar as atividades profissionais é preocupante.

Contudo, ao criar um plano de previdência privada, você poupará, de acordo com as suas condições financeiras , uma quantia que fará toda a diferença após a sua aposentadoria. Portanto, considere o plano que mais se enquadra ao seu perfil e comece a investir agora mesmo.

Para todos os casos em que o desejo de investimento é em curto prazo e têm fins mais imediatos, a previdência privada não constitui a opção mais lucrativa. O foco da aplicação direciona-se a períodos mais longos, maiores que dez anos.

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