Você sabe o que é autismo?

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Quando as pessoas falam sobre Autismo elas geralmente se referem aos Transtornos do Espectro do Autista (TEA), que é uma desordem neurológica caracterizada por limitações que comprometem, em menor ou maior grau, a comunicação social, causando comportamentos repetitivos, e restringindo a execução de atividades.

 

De modo geral, o Autismo pode ser descrito como uma deficiência de desenvolvimento que pode causar prejuízos sociais e comportamentais significativos.

Normalmente, pessoas com autismo não apresentam nenhuma característica física que as diferencie de pessoas que não apresentam o distúrbio. Contudo, elas podem se comunicar, interagir, se comportar e se relacionar de maneira diferente em relação ao comportamento praticado socialmente pela maioria das pessoas.

Suas habilidades de aprendizagem, pensamento e resolução de problemas podem variar entre uma pessoa extremamente dotada academicamente até uma pessoa severamente incapacitada, uma vez que muitas delas não podem falar ou até mesmo andar.

MENINOS SÃO MAIS PROPENSOS
Meninos são 4.5 vezes mais propensos a sofrerem de autismo do que meninas. É encontrado em todos os grupos raciais, étnicos e sociais. Não há uma causa única conhecida para o autismo, embora as últimas pesquisas apontem para a importância de alguns componentes genéticos.

COMPONENTES GENÉTICOS
Através de estudos realizados com gêmeos, cientistas determinaram que o autismo é uma condição genética e que, se um gêmeo idêntico (monozigótico) tiver autismo, há uma chance de 36-95% de que o outro gêmeo também seja diagnosticado com algum Transtorno do Espectro Autista.

Para gêmeos não idênticos (dizigóticos), a chance é de cerca de 0-31% que ambos os gêmeos desenvolverão TEA. A chance de que irmãos não-gêmeos sejam afetados é de aproximadamente de 2 a 18%.

IDENTIFICANDO SINAIS
Confira abaixo alguns sinais que podem indicar se seu filho apresenta sinais do Transtorno do Espectro Autista. Reforçamos aqui que todo diagnóstico e acompanhamento devem ser feito e realizado por um médico capacitado.

• Apresentam dificuldade em olhar nos olhos;
• Não mudam o comportamento na presença de outra pessoa;
• Dificuldade em imitar caretas e expressões faciais;
• Parecem “surdos” reagindo pouco ou nada, mesmo ao ser chamado pelo nome;
• Mostram-se incomodados quando fora da sua rotina ou em ambientes com muitos estímulos;
• Não se sentem a vontade com abraços, beijos e toques;
• Apresentam atraso no desenvolvimento da comunicação interpessoal (verbal ou não verbal);
• Dificuldade em compreender metáforas e ironias (linguagem concreta);
• Dificuldade em iniciar ou sustentar um diálogo;
• Brincam de forma diferente, com objetos concretos como hélice de ventilador, rodando um prato, empilhando brinquedos, alinhando carrinhos, etc.;
• Não brincam muito de forma lúdica e imaginativa, tipo “faz de conta”;
• Apresentam olhar vago e por vezes parecem distantes;
• Apresentam movimentos repetitivos (estereotipias motoras) como balançar o tronco, a cabeça ou outras partes do corpo, aparentemente sem uma intenção clara. (apesar desta característica ser muito famosa, não é presente em todos os casos);
• Tem ataques repentinos e aparentemente imotivados de fúria (intolerância ambiental);
• Parecem ser resistentes à dor.

Os cientistas não sabem ainda se o distúrbio pode ser desencadeado por gatilhos ambientais, e inúmeros estudos comprovaram que, apesar da crença popular vinda do final dos anos 1990, a vacinação infantil não causa autismo. Logo, as mamães e papais podem vacinar seus filhos sem medo.

O mais importante, quando se tem uma criança com autismo, é buscar a ajuda de profissionais qualificados. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais cedo ela poderá ter o tratamento adequado.

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